Para a noite passada, eu só desejava assistir à novela tomando a limonada suíça que eu tinha acabado de fazer. Mas, inesperadamente, fui lavar a louça do jantar e um copo escorregou da minha mão. Eu, burramente, coloquei o braço pra tentar segurar e acabei cortando o punho.
Fiquei tão desesperada que não queria nem olhar, saí correndo apertando o braço, minha irmã mais nova também não podia me ajudar, também não tinha coragem de olhar. Peguei o chinelo e fui pra minha avó, que mora na rua ao lado. Minha irmã ficou de pegar o celular e vir atrás de mim. Fui andando pela rua apertando o braço. Em segundos, um monte de gente que eu nem conhecia se aglomerou em volta de mim. Passou uma moto, mandou eu subir que me levavam ao médico, depois umas pessoas a pé, depois um cara de bicicleta, e, por fim, um rapaz de carro. Comecei a me assustar com o círculo que se formou, e eu SÓ queria chegar na minha avó pra ela ver se era grave, pois eu estava com medo de olhar.
Do nada, chega meu primo, minha tia, minha avó, todo mundo. Sem que eu percebesse um mutirão foi chamar minha família. O rapaz do carro insistia em me levar e então começaram a discutir pra decidir quem ia comigo, eu entrei, depois minha tia, minha tia saiu, entrou minha avó, minha avó saiu, entrou meu primo, depois saiu todo mundo e lá fui eu sozinha com o desconhecido.
Fomos ao hospital, mas não tinha ninguém da área para dar os pontos, me mandaram para outro. Esperei alguém da família chegar pra eu avisar, meu primo e minha tia chegaram, eu dispensei o desconhecido bonzinho e fui de carro com minha família para o outro hospital.
Entrei, a enfermeira olhou e me mandou direto pra fazer a sutura. Graças a Deus o corte não pegou em nenhuma área perigosa.
Levei os pontos, tomei a vacina antitetânica e estava liberada. Mas a história não acaba por aí...
Como saí bem e vi que não era nada grave, falei pra minha tia que poderíamos ir de ônibus, sem problemas, nisso consegui falar com meu noivo e descobri que ele estava dentro do hospital me procurando e o tio dele estava de carro na entrada.
Encontrei meu noivo e ele estava uma pilha, pq ninguém dava informação direito. Tanto que não deixou nem eu nem minha tia falar, nos deu as costas e saiu andando na frente com raiva, quando disse que meu primo não me esperou sair e que eu estava indo embora de ônibus.
Discutimos no carro e, pra piorar, a gasolina acabou pq eles foram tão desesperados para o hospital que não pararam pra abastecer. Lá foi meu noivo a pé caçar um posto, comprou a gasolina e colocou no carro. Mas nada do carro pegar. Depois o tio dele percebeu que a bateria também tinha acabado. Eles começaram a tentar empurrar o carro. Eu, com o pulso enfaixado não podia fazer nada. Até que uma alma caridosa parou e conseguimos fazer uma chupetinha e o carro pegou. Graças a Deus!!! Em meio àquele caos, eu queria chegar em casa.
Não parei de atender o telefone, do meu noivo, pq o meu que a minha irmã foi buscar eu estou esperando até agora!!hahaha...a bichinha ficou em pânico e esqueceu que tinha ido buscar o celular pra mim. Ficou em casa sem saber o que fazer e ligou pra meio mundo.
Quando cheguei, todo mundo da minha família estava em pânico, pq a história que chegou a eles é
que eu tinha cortado o pulso, que tinha um pedaço de vidro enfiado no meu braço e que eu desmaiei na rua e me levaram para o hospital. Imagina a cabeça da minha mãe e do meu noivo quando souberam disso!!!
Enfim, não poderia nem estar escrevendo esse texto pq o corte foi no punho direito e está queimando um bocado.
Mas, com isso tudo aprendi algumas coisas:
1 - Quem conta um conto aumenta um ponto! - a essa hora deve ter gente achando que eu perdi o braço
2 - Quando um copo for cair, deixe ele cair
3- Sempre aparece um desconhecido (ou vários, como no meu caso) para ajudar
4 - Não lave louça, é muito perigoso! Deixe essa função para os homens da casa...hahhaa
beijão e espero que compreendam se eu não aparecer por um tempinho curtinho!!